quinta-feira, 23 de julho de 2009

EXPLORAÇÃO DA PATA CANINA????


A Lua lê jornais. Ela quer ser uma cadela bem informada. Por isso lê muito. Por isso achou uma notícia que a deixou preocupada: em São Paulo tem empresas alugando cães treinados para guardarem residências. Pode isso? Diz a matéria que um vigilante humano custa mais de R$ 1.500,00 ao mês para 8 horas de trabalho. Aí que para 24 horas esse custo sobe para R$ 4.500,00. As quatro patas caninas saem por R$ 60,00 por dia, R$ 1.800,00 ao mês. E o dono do negócio diz que o “principal produto oferecido é o medo”. Isso não é bom para o momento em que a mídia coloca que o cão é um grande amigo. Ninguém deve temer um amigo! Isso deixou a Lua nervosa. Além disso, o dono do negócio disse que pastores alemães não são usados em residências, como cães de aluguel, porque latem muito e incomodam os vizinhos. Ora, ora! Então as pessoas comuns não podem ter pastores alemães em suas casas porque eles latem muito? Será? A Lua tem um amigo pastor, o Chicão, enoooorme e que é quieto. Quase não late! Sei não!!!! Esse dono do negócio precisa conhecer o Chicão.

Continuando a ler, nervosa, comendo seus pães de queijo. Lua descobre que as casas que têm cachorros de aluguel não devem ter moradores. O quê????????? Os cachorros ficam sozinhos????????? Como pode isso????????? Um funcionário da empresa passa pela tal casa e os alimenta uma vez por dia. A Lua ficou triste porque há registro de caso de cachorro assassinado por ladrões. Ficou pensando.... pensando..... e dormiu. Sonhou que era uma cadela muito grande e que queria passear, viajar, mas tinha uma enorme casa. Aí contratou um humano para tomar conta dela. Na hora de sair em férias olhou e não conseguiu ir e deixar o seu humano de estimação sozinho, com comida uma vez por dia e sem carinho. Lua é muito esperta. Ela preserva tudo que é bom!

Marly Spacachieri
transcrito@yahoo.com.br

sábado, 11 de julho de 2009

O CASO DA MANDIOQUINHA



Voltando ontem das compras e, como todo mundo, também temos uma fruteira onde são colocadas frutas e legumes (e alguém - quase sempre pergunta: - na fruteira????).
Ao arrumarmos as ditacujas e ditacujos, Chiquinha, que é uma mistura de pastor alemão (cara) com basset (corpo), ficou toda animada ao ganhar uma mandioquinha gordinha.
Magno olhou com dó para o legume já que era uma a menos a ser feita numa versão amineirada de batata-chips. Eu havia prometido fazer!!!!
A tarde inteira foi aquela festa: a mandioquinha rodando para baixo e para cima, com a Chiquinha correndo da Lua e vice-versa, sob o olhar atento da Zezé que devagarinho, "raposamente", pegava aqui e ali.
Trabalhamos a tarde toda e ao cair da noite.... Magno, o grande responsável pelo jantar dirigiu-se à cozinha. E eu lá, meio concentrada e meio diluída no meu trabalho, senti meus cabelos arrepiarem-se todos (feito moicano) com um grito de:

- NNNNÃÃÃÃOOOOO!!!!!! - BENHÊÊÊÊÊ?????

Sai correndo e vi meu marido, olhar triste para a fruteira que tem legumes também, apontando para a ausência completa das mandioquinhas. Cadê?????
- Quem foi, gritou.

Só se viu focinhos correndo, orelhas abaixadas e rabos entre as pernas. Mas um desses corpos peludos destacou-se pelo formato um tanto quanto "mandiocal": Chiquinha. Sim, senhoras e senhores. Ela comeu 1 quilo do legume.
Seqüência disso tudo: como tudo que sobe, desce; tudo que entra, sai; não é assim? Pois bem, de manhã encontramos todo o quilo de mandioquinha, devidamente processado com mais algumas rações deglutidas, por todos os cantos. O aspecto era terrível! Magno desistiu das mandioquinhas chips e eu do purê de mandioquinhas.
Os outros elementos da quadrilha também processaram suas mandioquinhas, só que em menor quantidade.

Moral da história: use sua fruteira somente para frutas, de preferência, as melancias e abacaxis.


Marly Spacachieri
julho de 2009
transcrito@yahoo.com.br

sexta-feira, 10 de julho de 2009

NOVIDADES PROS BICHOS



ASSIM COMO O PINGO,
IRMÃO DA LUA, PRECISOU .....
OUTROS PODEM PRECISAR TAMBÉM!!!

Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia inaugura equipamento pioneiro de raios-x


Agência USP

A Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da USP inaugurou, na última terça-feira (7), o primeiro aparelho de raios-X computadorizado que será usado na área veterinária no Brasil.

Uma das vantagens do novo aparelho é que ele permite o uso de uma única chapa, que pode ser reutilizada centenas de vezes para outras radiografias. Além disso, as imagens obtidas são integradas a um sistema de computador possibilitando a sua armazenagem e manipulação para evidenciar maiores detalhes.

A qualidade da radiografia também é superior a convencional e as imagens podem ser impressas em papel ou disponibilizadas na internet. Isto evita que ocorra contaminação ambiental provocada pela presença de metais pesados em filmes de Raios-X descartados e nos líquidos de revelação das chapas.

Outra vantagem é a redução em 20% da quantidade de radiação a qual o animal e o seu dono (que segura o animal durante o exame) são expostos.

O aparelho será usado em animais de pequeno porte (cães, gatos, aves) e também em caprinos, ovinos e potros (mas somente em animais jovens).

O aparelho foi adquirido com verbas provenientes de projeto individual de pesquisa e de Reserva Técnica disponibilizada à FMVZ junto à Fapesp e custou R$270.000,00.

Mais informações: email ortolani@usp.br com o professor Enrico Lippi Ortolani

OLHOS PARA QUEM NÃO TEM



ASSOCIAÇÃO
CÃO GUIA
DE CEGOS

O que é?

A Associação é uma entidade decretada de Utilidade Pública Estadual e Federal, registrada no Ministério da Educação e Conselho Nacional de Serviço Social. É de caráter filantrópico, com a finalidade de dar olhos ao deficiente visual e integrá-lo à sociedade como pessoa produtiva através de cursos profissionalizantes e de cães-guia.

Como funciona?

A Associação ministra cursos profissionalizantes com uma equipe de profissionais altamente especializados. A entidade possui matrizes selecionadas e fêmeas já iniciadas na função de cães-guia. Assim que possuir sede própria, ampliará suas atividades, bem como aumentará o número de matrizes e cães. O Cão-guia... É um animal muito especial; possui um temperamento dócil e é dotado de extrema paciência e determinação. Ama profundamente o dono e por essa razão sente prazer na seu trabalho, funcionando como os "olhos do cego". Ele não cansa nunca, sendo treinado para acompanhar o cego 24hs por dia. Por essa razão, os treinadores fazem cursos específicos, com aulas teóricas e práticas, adaptando experiências de países como Inglaterra, Argentina e Estados Unidos às condições de vida dos cegos e das vias públicas brasileiras. Um fator que limita o trabalho da Associação é sua dependência de doações de filhotes que são criados na casa do cego, onde receberão o treinamento. Para iniciar um treino mais avançado o cão deverá ter de 10 a 30 meses, pois a maturidade é elemento essencial no cão-guia, afinal com ela vem a responsabilidade requerida para desviar o cego de obstáculos. As raças... Atualmente as raças utilizadas em todo o mundo são: Golden Retrivier, Boxer, Retrivier do Labrador, Collie (pêlo curto ou longo), Bouvier dês Flandres e o Pastor Alemão. Essas raças possuem temperamento, tamanho e características adequadas para a função. No entanto o mais importante não é a raça, e sim o cão. Nem todas as pessoas com problemas de visão se acostumam com a ajuda de um cão-guia, por isso, as necessidades dos candidatos são cuidadosamente analisadas e um cão adequado é escolhido, pois a adaptação entre o cego e o cão é essencial. Para o cego que não se adapta ao uso de bengalas, o cão-guia apresenta muitas vantagens: obstáculos acima da cintura são percebidos facilmente pelo cão; atravessar ruas movimentadas é mais seguro, uma vez que o cão percebe o movimento do tráfego. Além disso, existe o aspecto psicológico positivo, que resulta da união entre eles, pois o cachorro significa sempre um estímulo, amor, carinho, inspira confiança e vontade de viver ao cego, possibilitando maior integração à sociedade.

Como ajudar?

Implantar esse sistema de ajuda aos cegos é tarefa pioneira e por isso mesmo difícil. Muitos problemas são enfrentados, como:

A educação da comunidade para aceitar o cão-guia;
A legislação para permitir a entrada de cães-guia em locais públicos e meios de transporte;
A aquisição, treinamento e manutenção dos cães-guia, etc... Muita gente já está ajudando e você poderá contribuir compreendendo e divulgando a obra da associação ou ainda: criadores podem doar filhotes, veterinários podem prestar assistência aos cães, laboratórios podem doar vacinas e medicamentos, outras indústrias podem doar materiais, alimentos para os cães e verbas.
Existem mais de 40.000 cegos no Brasil; muitos não podem se locomover sozinhos porque não se adaptam a bengala. Esses cegos dependem do cão-guia para andar, sair de casa, passear e trabalhar como você.

Ajude a difundir esta idéia
!

Informações com:

Lucília A. Grimaldi - Presidente

Rua Lavradio, 74 - apt 31B CEP 01154-020 São Paulo SP

Tel.: 0- xx- 11 - 3667 0288

quinta-feira, 2 de julho de 2009

COISA MUUUUUITO BOA PRA CACHORRO!!!


O comercial, que chega à telinha nesta quinta-feira (02), é uma tentativa do poder público de evitar o abandono de cães e gatos nas ruas de São Paulo, que atualmente é um dos principais problemas de saúde pública da cidade e vem aumentando nos últimos anos.
O filme faz parte de campanha que divulga o "Probem – Programa de Proteção e Bem-Estar de Cães e Gatos", lançado pela Prefeitura.

Além do comercial, a ação conta com peças para rádio, internet, cartazes e folhetos.
Para dar sustentação ao Probem, a Prefeitura criou um site - http://www9.prefeitura.sp.gov.br/secretarias/sms/probem/ - de apoio aos proprietários de animais e também para aqueles que pensam em adotar um, com dicas e cuidados que os bichos de estimação exigem.
fonte: http://www.ccsp.com.br/ultimas/noticia.php?id=40369

terça-feira, 30 de junho de 2009

BIM - UM CASO, UM ACASO, UM CÃO




Ele me procura todas as vezes que sente falta de alguma coisa. Vem de mansinho, sorrateiro, silencioso. Fica quieto, me olhando, esperando. Aguarda – olhando fixamente – porque tem a certeza que vai ganhar o que pretende. E eu fico na espreita pensando no que será que ele quer. Pode ser um osso, um pentear no pêlo, um afago ou mesmo uma bolinha de papel para mastigar. Mas, tem dias em que ele apenas quer ficar perto. Chega, deita e se aninha. Coloco o som ameno. Eu trabalho e ele dorme. Acorda depois de horas, come meu pedaço de queijo, estica-se todo, levanta o focinho e sai da sala, todo feliz, abanando sua cauda para quem o encontre pelos corredores. Desce a rampa correndo, às vezes latindo, assustando uns pouquíssimos transeuntes. Deita-se no meio do saguão. Passo e me despeço. Vai comigo até o carro, lambe minhas mãos e volta para perto dos vigilantes do prédio. Esse é o nosso Bim, um cão SRD que foi abandonado no campus da USP – capital – em 11 de setembro de 2001 e que hoje é nosso cão-propaganda. A Lua morre de ciumes dele.

UMA BOLINHA PELUDA - zummmmmmm - CORRENDO PELA RUA

Corria o ano de 1997, final do mês de novembro. Num determinado dia saímos atrasadíssimos para atender a um cliente. No caminho decidimos mudar o roteiro já que a Av. Rebouças sempre é muito congestionada. Pois bem! Foi aí que tudo aconteceu. Na Av. Francisco Morato esquina com a Av. J. J. Saad resolvemos virar à direita. Pista do meio, carro na frente, nos lados e atrás. O da frente freou e saiu para a esquerda, assustando todo mundo que freou junto. Na nossa frente uma cena: um cachorrinho minúsculo, correndo feito louco pelas ruas, sem saber para onde ir. Logo adiante a avenida bifurca-se e o danadinho seguiu por lá. Bobagem dizer onde estávamos nesse momento, certo? Correndo feito loucos. Chamamos a atenção de uma viatura da polícia de trânsito que saiu atrás de nós.Ficou assim: o cachorrinho correndo, nós atrás e a polícia finalizando o cortejo. O Morumbi é o bairro de maior concentração de renda do país, mas têm favelas, vielas e ruas sem asfalto. E foi numa dessas ruas que ele, o cachorrinho, seguiu. Sai do carro e passei a correr feito louca. Um calor dos diabos! 15 horas! Enquanto isso, o Magno fazia acrobacias fantásticas com o carro, tentando chegar para onde eu corria. E aí eu olhei para o lado e vi uma policial correndo atrás de mim. Era só o que me faltava! Eu estava sem bolsa, sem documentos, sem fôlego, sem nada. Corri mais ainda. Bronquites à parte, eu corria mais que ela. E o cachorrinho correndo na frente.Nessa altura éramos um espetáculo. O cachorro corria, eu ia atrás e a policial me seguia par-e-passo. Atrás disso: Magno manobrava o carro, seguido de perto pelo carro da polícia. E todo mundo na rua olhando... estranhando.... até que o cachorrinho parou, olhou e entrou numa casa. Uma mansão! Parei. A policial parou e me disse:
- "É seu?"
Respondi que não, mas que se continuasse solto fatalmente iria morrer atropelado. Era um filhotinho de poodle lindo. Ela me olhou e disse:
- "E agora? o que a gente faz?"
Decidimos tocar a campainha. Fomos atendidas por uma senhora muito simpática que ao ouvir a história imediatamente nos mandou entrar e procurar o cãozinho. Magno e a polícia chegaram. O espetáculo estava montado porque o cachorrinho não deixava ninguém se aproximar, ameaçando fugir dali. Melhor não correr riscos! Mas notamos que ele estava machucado, pois havia sangue em seu pêlo. De repente, saído não se sabe da onde surgiu um indivíduo dizendo-se o dono do cachorro e que iria retirá-lo. A senhora perguntou o nome do cachorro e o rapaz se atrapalhou todo. Ela alegou que ele não era o dono coisa nenhuma e que não o deixaria entrar. A viatura policial chamou a atenção das pessoas que foram se aproximando. O indivíduo tentou "forçar" sua entrada, ato reprimido pela policial que educadamente o lembrou que a casa era daquela senhora. O homem olhou a policial de cima a baixo e com um sorrisinho disse
- "Veremos!".
Nesse momento ouvimos um sonoro:
- "Peço reforço, tenente?"
Era o motorista da viatura, modelo armário com maleiro e tudo! Sorrindo, a policial disse:
- "Ainda não, mas fique atento!"
Mas não havia jeito de chegar perto do filhote. Ele tremia e chorava baixinho. Estava exausto. A senhora ligou para o veterinário que se dispôs a vir imediatamente. Contudo apareceram dois rapazes, muito bem vestidos, numa Ranger, óculos escuros, e tal e coisa .... e se dizendo donos do cachorrinho. Mesma pergunta:
- "Qual o nome?"
- "Bob", respondeu prontamente um deles.
E o tal de Bob sequer lhe deu atenção. A policial pigarreou, olhou para os dois e disse:
- "Vamos falando a verdade".
O rapaz ia falar algo quando o nosso amigo armário veio com mais um
- "Posso chamar reforço, tenente? "
A policial olhou, pensou e disse:
- "Chame o Corpo de Bombeiros, pois eles são os melhores nisso".
Gente, parecia que todas as pulgas do mundo tinham pulado nos dois jovens garotões. Não havia frontline para combater aquilo. Ficaram brancos, verdes, amarelos e quando iam azular.... suspiraram e disseram:
- "Não, por favor, bombeiro não! A gente conta tudo".
Explicaram que eram donos de uma loja de banho e tosa e que o cachorrinho havia escapado de lá. Pois bem! O danadinho fugiu porque levou "uns tapinhas" para ficar quieto. Estávamos a pelo menos 1 quilômetro da tal loja. Eles queriam pegá-lo e devolvê-lo a dona, e tudo terminaria bem. A policial pensou, olhou para eles e disse:
- "Chame a dona do cachorro aqui".
- "Ah, mas não dá!"
- "Não? Jorjão, chame os bombeiros!"
Imediatamente, saído do nada surgiu um celular já sendo discado para a dona.Em menos de 15 minutos encostou um carro e desceu uma moça gritando feito louca:
- "Floc, onde está o meu Floc?"
E a bolinha peluda, mancando um pouquinho, saiu daquele esconderijo e pulou no colo dela. A moça ficou como louca. Era amiga dos rapazes e entregara o Floc aos seus cuidados. Não pensou duas vezes e jogou a bolsa em cima deles. Jorjão entrou e apartou a briga. Nesse instante chegou o veterinário amigo da senhora que examinou o cachorrinho. Sugeriu um exame mais apurado, mas pelo que via tratava-se de um pequeno corte apenas. Suspiros de alívio.Bom, missão cumprida, trocamos telefones, tomamos um cafezinho e cada um seguiu para o seu lugar. O cliente nosso? Sabe que o danado ficou retido num congestionamento por mais de duas horas (carga tombada na marginal) e chegamos juntos. Fechamos o negócio. Cachorro é tudo de bom!

Marly Spacachieri
transcrito@yahoo.com.br